segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Análise das condições do mar

A ondulação segue de Sudeste nesta segunda-feira com ondas de até meio metro nas praias.
A formação é regular a ruim, com vento moderado de Sul. Em alguns poucos picos as ondas ainda quebram com meio a 1 metro.
Nesta terça-feira as ondas podem até ganhar uma leve pressão, mas a previsão é de pouca alteração nas condições.
Por Herbert Passos Neto

Filha de ex-deputado, Maya Gabeira faz ensaio para a Playboy




A surfista Maya Gabeira será um dos destaques da Playboy deste mês. A brasileira fez um ensaio para a sessão Insiders da publicação masculina.
Mas, para os que sonham em ver a garota nua na revista, não foi desta vez. Maya Gabeira aparece comportada na imagem vestindo biquíni.
A surfista já chegou a posar nua em uma oportunidade, quando fez um ensaio para a edição Body Issue da revista ESPN. Nas fotos, a filha do ex-deputado federal Fernando Gabeira aparece surfando sem roupa, sem deixar as partes íntimas à mostra.
Neste mês, a capa da Playboy será Pietra Príncipe, apresentadora do programa Papo Calcinha, do Multishow.

Mesmo sem pernas, skatista vira exemplo e é chamado até a dar palestras




"É o skate que me dá forças para continuar". A frase motivadora poderia ter partido de qualquer skatista, mas no caso de Ruan Felipe Costa Pereira, de 19 anos, o significado da palavra superação é levado ao extremo.
Natural de Ribeirão Preto, Ruan sentiu na pele o efeito devastador de um erro médico aos três anos. Segundo ele, depois de contrair uma gripe e ser medicado com dipirona em um hospital em Santa Cruz das Palmeiras (região oeste de São Paulo), o skatista teve uma necrose e, sete meses depois, teve de amputar as duas pernas, além de ficar com os braços deformados. Ainda segundo o atleta, só mais tarde foi descoberto que ele era alérgico ao remédio.
O que para a maioria seria o fim, para o jovem Ruan foi o começo de uma nova fase. Aos sete anos, ganhou seu primeiro skate para ser utilizado como meio de locomoção. Com o passar do tempo, foi descobrindo outras possibilidades e aprendeu diferentes manobras radicais.
"Eu prefiro andar em transições, pois não preciso fazer tanta força", afirmou Ruan, durante o Street League do Jump Festival, do qual participou de igual para igual com os outros competidores que não se importaram com sua diferença.
"Em cima do skate qualquer um é igual", analisou o destemido skatista, que por onde passa gera admiração e exemplo de vida. Durante a entrevista, Ruan foi interrompido diversas vezes por admiradores de várias idades e classes sociais. "Isso sempre me fortalece, ser querido pelas pessoas"
Apesar de, atualmente, se sustentar por meio de uma aposentadoria por invalidez, o jovem de 19 anos pretende explorar outros mercados. Diante dos convites, a próxima empreitada pode ser dar palestras motivacionais em grandes empresas. "Preciso estudar melhor como isso funciona", despistou.
Ruan se espelha em outro skatista que tem problemas semelhantes, o pernambucano Og de Souza, que teve poliomielite na infância. Assim como Ruan, seu ídolo começou a usar o skate como meio de transporte antes de se transformar em esporte de competição.
Og se transformou em profissional, foi protagonista dos Jogos Parapan-Americanos de 2007, no Rio, e também do documentário do cineasta americano John Humphries. Foi inclusive o único skatista nessas condições que desceu a megarrampa de Bob Burnquist.
Assim como Og, Ruan já é conhecido de profissionais da modalidade, depois de correr campeonatos em pistas com bowls, half pipes e mini ramps em São Bernardo do Campo, Diadema e São Paulo, mas as quedas são inevitáveis.
"Eu usava um cruiser, mas cair no asfalto dói ainda mais, e não tem equipamento de proteção que sirva em mim", reclama.
"A dor faz parte da vida, mas em vez de ficar reclamando, é preciso ir em frente", sorri, ao explicar que nem mesmo as dores são obstáculo para prosseguir o seu rumo. E com as pequenas mãos retorcidas, "rema" pelo asfalto a bordo do seu transporte que se transformou no seu modo de vida.

domingo, 6 de outubro de 2013

Do preconceito à admiração, esportes radicais viram teses de doutorado

Giancarlo Machado é skatista e doutorando em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo

Estudos interdisciplinares, antropologia urbana, iniciação científica, etnografia, teses, dissertações e monografias. Os esportes radicais são tema de estudo cada vez mais frequente entre pesquisadores brasileiros e estrangeiros que encontram nesse universo um amplo campo de observação.
Para  o mestre e doutorando em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP) Giancarlo Machado, que já foi redator da revista Tribo Skate e editor do blog Skate Cultura, "são criados vários estereótipos em torno dos praticantes do skate. Por estar inserido no contexto urbano, a utilização da cidade para o exercício dessa prática nem sempre é amistosa, ocasionando conflitos", prossegue. "Em certos momentos, os skatistas são tratados como atletas, mas em outros são tratados como vândalos", analisa.
Nascido em Ipatinga, interior de Minas Gerais, Giancarlo se mudou para São Paulo onde o skate virou temática da sua dissertação de mestrado "De 'carrinho' pela cidade, a prática do street skate em São Paulo", e também de publicações científicas como "De skate pela cidade: quando o importante é (não) competir", publicado na revista Cadernos de Campo (USP);  "Dilemas em torno da prática do street skate em São Paulo", publicado na revista Esporte & Sociedade (UFF); e "Skate na cidade, imagens da cidade: notas etnográficas sobre a conquista de picos", publicado na revista Ponto Urbe (USP).
Em sua dissertação, Giancarlo analisou os usos e apropriações urbanas a partir da prática do skate, além de conflitos, formas de sociabilidade, negociações com o poder público, entre outros aspectos relevantes. Atualmente no doutorado desenvolve a tese "Rumo a 'Meca do Skate': análise etnográfica do circuito skatista São Paulo – Barcelona" (feita com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – FAPESP), onde acompanha os trajetos de skatistas em buscas de locais para andar de skate, a importância da produção de imagens, e como isso se relaciona ao campo esportivo.
Outro pesquisador que tem uma visão ainda mais ampla da situação dos esportes de ação é o professor Leonardo Brandão da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Doutor em História Social pela PUC/SP, Leonardo considera que  "no passado o preconceito era maior, mas atualmente, em alguns casos, ele vem dando lugar à admiração", conta. Segundo ele, "o fato é que há uma tendência, nas sociedades "pós-modernas" de valorizar o risco, o efêmero e a juventude, aspectos esses que se configuram centrais nos esportes radicais", afirma.
Leonardo tem dois livros publicados: "A cidade e a tribo skatista", que foi lançado em 2011, e o segundo, organizado por ele e pelo professor Tony Honorato, com o título "Skate & skatistas: questões contemporâneas", com capítulos escritos por diversos pesquisadores, inclusive de outros países.
Um desses trabalhos estrangeiros que ele destaca é o do professor de arquitetura da University College of London (UCL), autor do livro "Skateboarding, space and the city: architecture and the body" (Skate, espaço e a cidade: arquitetura e o corpo, em tradução livre).
Em sua dissertação de mestrado, intitulada "Corpos deslizantes, corpos desviantes", Leonardo investigou a formação do Street Skate e sua relação com a cidade. No doutorado pesquisou a introdução e o desenvolvimento dos chamados "esportes radicais" ou "californianos" no Brasil, com ênfase no skate e no surfe.
Ele, que pretende realizar uma pesquisa sobre a proibição do skate em Blumenau, atualmente orienta uma turma de Iniciação Científica sobre skate e uma monografia que tem por objetivo analisar todas as edições da revista Yeah! (uma das principais mídias impressas sobre skate da década de 1980).
Segundo Leonardo, para falar de surfe seria importante conhecer o trabalho do pesquisador carioca Rafael Fortes, professor da Unirio e autor do livro "O surfe nas ondas da mídia: esporte, juventude e cultura".
E, para finalizar, o doutor em esportes radicais acrescenta que existe uma abertura e interesse sobre essa área, mas muita coisa precisa ser feita para sua consolidação. "A Universidade está aberta às pesquisas sobre "esportes radicais". Cabe aos interessados, entretanto, saber justificar e demonstrar a relevância de suas pesquisas", orienta.

Patinadora vai de "menina menino" a musa e investe em corpo musculoso


Fabíola da Silva já venceu o X Games em oito oportunidades

Oito vezes campeã do X Games nos patins, Fabiola da Silva teve um início difícil no esporte devido ao preconceito. Em entrevista ao UOL Esporte, a atleta, considerada uma musa dos esportes radicais, relembra que chegou a ser chamada até de "menina menino" quando arriscou suas primeiras manobras nas pistas.
"No começo, sempre me chamavam de menina menino, menina homem, pois sempre me destacava em tudo o que eu fazia. Mas eu sempre fui muito na minha e, se estou feliz, não ligo pra comentários negativos, sempre coloquei um objetivo e meta e seguia em frente. Com o tempo, foram se acostumando com a ideia e daí para frente, nunca mais teve deboche ou preconceito, pois treino pesado e levo a sério. Quando comecei a competir com os homens e comecei a ganhar, aí que ninguém falava mais nada mesmo", disse a atleta, que agora convive com o fato de ser musa.
"Já fiz (ensaio sensual) e faria novamente. Independentemente de eu fazer um esporte considerado masculino, eu sou muito feminina e vaidosa, acho muito bacana ter tido a oportunidade de compartilhar o meu lado mulher, feminina. Vejo isso como fotos artísticas e sempre admirei a beleza feminina", completou.
Apesar desse lado musa, Fabiola alerta os homens que a admiram, pois seu "pacote" inclui algumas marcas no corpo.
"Nunca me preocupei, pois pratico um esporte onde estou sujeita a hematomas, ralados, isso já faz parte do meu dia a dia, e se você se preocupa com isso está no esporte errado, pois isso é inevitável. Sou muito vaidosa e feminina, mas quem tiver que gostar de mim, o meu pacote inclui os hematomas e ralados, normal", falou a atleta que já namorou Sandro Dias, o Mineirinho.
"Namorei o Sandro Dias sim. Hoje em dia, não tenho mais contato, pelo fato de termos a vida corrida, mas estou muito feliz por ele. É um amigo e sua esposa é muito querida também", complementou.
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Fabiola da Silva ganhou o X Games oito vezes25 fotos

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Fabiola da Silva ganhou o X Games oito vezes Reprodução/Instagram
Além da carreira nos patins, Fabíola agora também está mais ligada à musculação, o que deu novas formas ao seu corpo.
"Sempre fui fissurada em academia e treino, sempre treinei musculação juntamente com os treinos de patins, mas realmente eu amo o bodybuilding lifestyle [estilo de vida fisiculturista], o estilo de vida saudável. Treino musculação há 17 anos, só que antigamente não comia direito e a minha série de exercícios também não tinha um acompanhamento profissional. Hoje, eu tenho e realmente mudou o meu estilo de vida, meu físico, e o meu desempenho nos patins em minhas competições", falou a competidor.
Outra novidade na vida da patinadora foi uma participação como atriz. Ela esteve no elenco da última temporada de Malhação e aprovou sua atuação.
"A experiência foi fantástica e muito divertida. Uma experiência que não esquecerei, pois foi a primeira vez que participei e contracenei. Fiquei bem à vontade, pois contracenei com Danilo Sacramento, que é ator e meu amigo. Ele me ajudou muito nos ensaios e me deixou bem descontraída. Foi fantástico e fui bem recebida por todos, todos os atores foram legais, fofos e muitos fãs de patins e esportes radicais. Foi animal ter participado e com certeza faria novamente", finalizou.
Fabiola da Silva conquistou ouro em oito etapas do X Games, duas em 2000 e 2001, uma em 2003, 1998, 1997 e 1996. Ela ainda ficou com a prata em 2004.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Nesta sexta-feira a previsão é de tempo chuvoso de manhã, com vento de Oeste e pouca alteração no tamanho das ondas.
Por Herbert Passos Neto

Campeão do mundo sonha em virar game e celebra convívio com mitos do skate

Paulistano Rony Gomes conquistou o título mundial de skate vertical de 2013

A tradição do Brasil no skate vertical tem tudo para durar longos anos. No início do mês de setembro, Rony Gomes sagrou-se campeão mundial da modalidade e deu continuidade à ótima fama conquistada pelo país no esporte radical nas últimas duas décadas. Com o resultado, o atleta entrou para um seleto grupo de brasileiros que já levaram o título, como Bob Burnquist, Sandro 'Mineirinho' Dias, Rodrigo 'Digo' Menezes e Marcelo Bastos.
Agora, o jovem de 21 anos deixa de ser uma promessa da modalidade e começa a ser encarado no cenário mundial como um dos protagonistas. Mas nada que o assuste. Com personalidade, ele não acredita que a pressão por resultados vá aumentar nas próximas competições. O desempenho tem sido tão favorável que ele já começa a sonhar com a possibilidade de um dia virar personagem de videogame, o que já aconteceu com os maiores nomes da categoria. 
"Eu acho que todo campeonato tem pressão. Com o título eu estou mais motivado para lutar pelo melhor. Sabia que seria difícil, e um titulo como esse me ajuda a saber que eu posso", analisa Rony Gomes em entrevista ao UOL Esporte.
Apesar de negar a pressão, o novo status ainda é algo que está longe de ser normal para o paulistano. Com um estilo mais "tranquilo" e até mesmo tímido fora das pistas, Rony Gomes parece ainda não ter se acostumado com a ideia de competir contra seus ídolos de infância, como Bob e Sandro Dias.
"Meus ídolos são Lincoln Ueda, o Bob Burnquist e o Sandro Dias. Sempre assistia a campeonatos deles na televisão. É legal (competir contra os ídolos). Eu tento absorver. No começo, conversei muito com o Sandro. Ele me ajudou bastante, vi como ele se comportava. Assim como o Bob, que é mais diferente, mas na hora da competição ele está concentrado. É uma pressão grande, mas tenho treinado bastante", afirma.
Fato é que o nome do brasileiro começou a figurar entre as estrelas do esporte e atualmente ele possui até mesmo o privilégio de treinar na pista de uma lenda viva do skate: o norte-americano Tony Hawk. No entanto, Rony Gomes admite que até hoje fica meio que "no mundo da lua" quando pensa em tudo o que conquistou até o momento.